Depois de passarmos alguns dias em Vitória embarcamos nossa próxima tripulação composta por 4 homens e 2 mulheres para uma travessia moderada até Abrolhos.
A saída de Vitória é e sempre será um problema. Um local com pouco calado, diversos perigos a navegação precariamente balizados e uma movimentação muito grande de navios pela região. Somente navios e lanchas, pois nada de veleiros pela região.
Enfim, embarcamos todos, mostramos todos os detalhes do barco, colocamos a comida no fogão e saímos.
Logo de início, aquela euforia. Todos fotografando e filmando o máximo que podiam. Um excelente remédio para o inicio do enjoo. A melhor coisa quando começamos uma viagem é controlarmos nossa respiração, mantermos a calma e irmos nos adaptando a um novo ambiente.
Com o chegar da escuridão da noite, percebemos que muitos estava iniciando o processo de enjoo. Passadas cerca de 20 milhas tivemos que voltar. Duas mulheres estavam passando muito mal e arribamos as velas de volta a Vitória.
No dia seguinte quando sentamos para conversar, nos disseram que eles não estavam esperando que fossemos motorar. Uma travessia oceânica é COMPLETAMENTE diferente de uma velejada de monotipo, ou em águas abrigadas. Bem diferente de uma velejada de um dia.
Durante as travessias, por vezes, somos obrigados a ligar o motor para seguirmos a vante. E, especialmente, para sairmos e nos vermos livres de Vitória e vencermos as ondas.
Assim tivemos que voltar e ficamos presos em Vitória por quase 10 dias esperando uma boa condição climática.




















