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icon-1 Desafio Mistralis - Cabo Horn

Convidamos você a participar da mais desafiadora travessia de nosso planeta.

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REFENO 2011

REFENO 2011 - Regata Internacional Recife - Fernando de Noronha

Em 2011 resolvemos selecionar todos os tripulantes que iriam participar conosco. Deixamos de levar cerca de 8 pessoas que infelizmente não se encaixavam no perfil que nós buscávamos.

Queriamos fazer uma travessia / regata que fosse prazeirosa para todos os participantes e que, nós também, pudessemos aproveitar.

Os preparativos

Todos pensam que é simpes participar da Refeno, mas se esquecem que nós da Mistralis saímos do Rio de Janeiro, deixamos nossas famílias, nossos amigos, todos os eventos sociais que deveríamos participar, simplesmente deixamos nossa vida em stand-by e saímos no mar para irmos velejar e levarmos outras pessoas a velejar pelo nosso litoral.

Ou seja, nossos preparativos começam meses antes da Regata, quando preparamos o barco, organizamos tudo o que podemos na empresa, nos despedimos de amigos e familiares,que tentam entender o estilo de vida que vivemos, e zarpamos. O corpo no barco e a alma em terra. Quando estamos no mar queremos estar em terra, quando estamos em terra queremos estar no mar. Um luta eterna de duas fortes vontades.

Zarpamos do Rio no dia 5 de julho, subimos a costa como você poderá ver nos textos anteriores e chegamos no Recife.

No Recife aproveitamos para darmos umas boas pedaladas e relaxarmos um pouco.

Fizemos a vistoria da Marinha, que mais uma vez passamos com exito.

Compras do mercado, reuniões de comandante, renovação da amizade com antigos amigos velejadores e muito mais.

Antes da largada gostaríamos de ter ido velejar com todos nossos tripulantes, esse era um dos nosso objetivos. Mas, como o canal do Cabanga não é dragado e todos, todos, os veleiros dependem da maré para sair. Um fato absurdo para um clube do porte e renome do Cabanga. Não conseguimos realizar nosso treinamento.

Em compensação contratamos uma amiga / velejadora / psicologa Márcia Homem de Mello que realizou uma palestra com todos os participantes. Nela conversamos sobre as expectativas dos tripulantes, explicamos como todos deveriam se sentir a bordo, o que deveriam realizar. Uma conversa franca onde mostramos nossas dificuldades e tentamos nos conhecer um pouco mais. Afinal de contas teríamos muitas horas de convívio refinado pela frente.

A largada

Todos os anos fazia uma largada tranquila, esperava os desaventurados velejadores zarparem antes. Uma forma de evitarmos acidentes, já que na Refeno encontramos muitos velejadores amadores que acham que sabem velejar e gostam de expor seus barcos e sua tripulação. Isso constatamos mais uma vez como em breve direi.

Fizemos o check-in com um comandante nervozinho a nos empurrar da raia. Uma coisa sem nenhuma necessidade, já que nem estávamos na regata. Era apenas uma apresentação para a platéia que todos os anos vem nos assistir e ajudar na divulgação do evento. Abrimos espaço para o veleiro e seguimos com nossa apresentação.

Logo após o check-in içamos todas as velas, cronometramos o tempo que levaríamos para a largada e nos preparamos.

Logo após o apito de 1 minuto estavámos entre os primeiros no melhor de todos os lugares da raia. Foi dada a largada e lá estávamos nós entre os primeiros.

Os veleiros mais rápidos, de plástico (fibra), começaram a nos ultrapassar. Mas dessa vez não foi fácil. Pois eles teriam que passar pela nossa sombra e seguirem. Aí veio uma das maiores imprudências que já vi, tudo por causa de uma simples regata. 

Um veleiro queria nos ultrapassar por barlavento (sentido de onde bate o vento em nossas velas), mas para isso ele teria que se arriscar a bater nas pedras do molhe do Recife. O comandante, cedenso ao ímpeto de um jovem tripulante, acabou escutando a juventude e deixando de lado a segurança. Ao passar por nós e deixar todos os outros veleiros que se encontravam a nosso sotavento (a saída do vento) em uma difícil situação, perguntei se o seguro dele estava em dia. Afinal de contas fazer essa manobra você tem que estar muito confiante ou ter muito dinheiro no bolso!

Depois da confusão da regata e de termos passado o molhe, chegou a hora de enfrentarmos mar aberto. Esse ano o mar estava muito mais tranquilo, o vento mais fraco, o que iria nos proporcionar dias agradáveis no mar.

A velejada e os dias de convivência

Como havíamos selecionado nossos tripulantes, explicados tudo detalhadamente, enviado diversos e-mails para todos e sempre perguntando se tinham dúvidas. Foi uma das melhores Refenos que participamos.

Nossos tripulantes:

Edi - se superou na cozinha. Mesmo com o mar agitado sempre estava apta a cozinhar e preparar o que podia para que todos pudessem comer.

Café - trouxe uma mochila cheia de frutas secas e sempre estava pronto no convés a contar piadas e animar seus companheiros de turno.

Laira - foi uma das tripulantes mais novas que tivemos e uma revelação no comando do veleiro Mistralis. Para nossa surpresa ficou muito melhor que diversos outros velejadores que já tivemos a bordo e que diziam saber velejar.

Igré - um cliente que desde 2009 estava para participar conosco da Refeno e que soube compreender umas das situações mais difíceis que vivemos em todos os anos da Empresa Mistralis. Ele trouxe uma pouca de sua experiência como velejador e como pessoa. Sempre disposta a nos ajudar em todas as tarefas a bordo.

Adolfo - veleja conosco desde 2009, quando participou da Regata Aratu - Maragojipe. E sempre se manteve um fiel participante de nossas atividades. Mesmo enjoando e vomitando ele estava pronto para usar sua "luvinha" e caçar as escotas, ajudar a trocar as velas e ficar no leme e ensinar as pessoas que tinham menos experiência. O enjoo durou pouco tempo e depois ele conseguiu aproveitar toda a velejada e participar ainda mais!

Mike - foi nos visitar em 2010 quando ainda estávamos no Recife nos preparativos da Refeno 2010. Ficou o ano todo de 2011 se preparando para participar da Refeno, fez um curso de vela e foi se prepando como podia. Durante a regata se mostrou menos participativo do que queria, pois estava um pouco enjoado e estranhando o balanço do mar. Mas ao longo da velejada foi melhorando e com isso participando cada vez mais e sempre se mostrando interessado e querendo mesmo aprender a velejar.

As pedaladas em Noronha:

Expedição Mistralis – Velejando e Pedalando – Recife, Olinda e Fernando de Noronha

Depois de aproveitarmos a paz e a tranquilidade da Baía de Todos os Santos seguimos velejando até Recife, pela frente uma travessia com mais de 850K. Realizamos a travessia em 4 dias, com ventos de todos os quadrantes possíveis e um mar um pouco grosso, deixando a navegação um tanto cansativa.

Em Recife teríamos poucos dias livres para pedalarmos, já que de lá seguimos principal objetivo: a Regata Recife – Fernando de Noronha. Para breves pedaladas, escolhemos Boa Viagem, pela beleza natural, e Olinda, pela beleza histórica.

Enquanto montávamos nossas bicicletas, encontramos um amigo francês, que assim como nós se preparava para levar seu grupo até Noronha. Ficamos felizes em saber que além de velejador, Olivier Thomas também foi um triatleta na França e ainda preserva viva a paixão pelo ciclismo. Agora éramos três experientes velejadores a pedalar pelas ruas de Recife e logo mais por Noronha.

Parque das Esculturas e Boa Viagem

Escolhemos o final de semana para pedalarmos, um forma de evitarmos o caótico trânsito de Recife. Saímos do clube e fomos direto para o Parque das Esculturas, um espaço criado para comemorar os 500 anos de descobrimento do Brasil. O Parque fica localizado no principal molhe da cidade, bem em frente à Praça do Marco Zero. Para visitá-lo basca pegar uma embarcação e atravessar o canal, ou ir pedalando ou caminhando pelo molhe a partir do Bairro Brasília Teimosa. Contudo a segurança no local é muito precária e deve-se tomar muito cuidado e evitar visitá-lo a noite.

Navegando, pedalando ou caminhando a escultura do artista plástico Francisco Brennand, chama muita atenção, seja pelo seu formato exótico ou pela sua altura. A Coluna de Cristal tem 32 metros de altura e é composta de argila e bronze.

Pedalar pelo molhe é muito agradável, do lado de fora podemos constatar a força das ondas e do vento que castigam o bloqueio de pedras e impede que o mar destrua o porto. Já na parte de dentro temos um canal tranquilo e calmo como um rio.

Continuamos com nossa pedalada agora pela orla da Praia de Boa Viagem. Onde em quase toda sua extensão, cerca de 7k, encontramos uma boa ciclovia e diversos quiosques que oferecem as comidas típicas da região. Ideal para quem quer relaxar bebendo uma água de coco gelada e apreciando a beleza da praia. Mas deve-se tomar muito cuidado aos ataques de tubarão e prestar atenção as placas que avisam onde é permitido o banho de mar.

Olinda

Ainda aproveitando a calma do final de semana continuamos nossas pedaladas em Recife e fomos conhecer Olinda, um ponto de encontro de artistas, escultores, pintores, cantores e notígavos.

Olinda foi decalarada pela UNESCO Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, uma cidade que preserva viva a cultura e a tradição do nosso país. Encontramos vários ateliers com artesanato local, muitas igrejas e casarões que ainda ostentam a riqueza da época da colonização portuguesa. Além das atrações históricas e culturais, Olinda oferece uma grande variedade de restaurantes, muita música ao vivo e um clima noturno muito agradável para os turistas, além de segurança e tranquilidade. Mas se você estiver a pé ou de bicicleta, prepare-se para as grande ladeiras em paralelepipedo que podem se tornar muito escorregadias em dias chuvosos.

Pedalamos cerca de 15k até chegarmos em Olinda, passamos pelo Recife Antigo e seguimos pelo centro da cidade, até chegarmos numa estrada bem movimetada que vai direto à Olinda. Tivemos que dividir nosso espaço entre carretas, ônibus e muitos carros. Uma pedalada arriscada e estressante para quem está acostumado a pedalar em trilhas, montanhas ou locais tranquilos. Se for realizar essa pedalada não deixe de usar capacete e roupas que chamem a atenção dos motoristas e evite pedalar em horários movimentados e a noite. Depois dessa pedalada voltamos para o clube, desmontamos nossas bicicletas e nos preparamos para a próxima regata.

Travessia Recife – Fernando de Noronha

Depois de organizarmos nossa tripulação, esticarmos um pouco nossas pernas pedalando e fazermos o rancho do veleiro fomos realizar mais importante travessia, desde nossa saída do Rio de Janeiro no dia 7 de julho. Próximo destino: Arquipélago de Fernando de Noronha.

Pela frente pouco mais de 550k e 3 dias ininterruptos de navegação. Ao contrário do ano passado, esse ano tivemos uma velejada tranquila, com mar calmo e vento favorável. Contudo no último dia de navegação, como todos estavam cansados e o mar um pouco mexido, foi hora de testarmos a comida liofilizada de mais uma empresa que apóia nossas expedições, a Liofoods. Resolvemos fazer uma surpresa para nossos tripulantes e prepararmos as refeições em segredo, sem que soubessem o que estavámos preparando. Depois que todos limparam os pratos com os talheres dissemos qual a origem da comida e, para nossa alegria, todos adoraram. Uma ótima surpresa para nós, já que o preparo é muito simples e a comida muito saborosa.

No dia 27 de outubro às 16 horas, avistamos o Pico de Fernando de Noronha com seus 321 metros de altura. Um alívio para os tripulantes de primeira viagem e a recompensa de todo nosso esforço para chegarmos em Noronha.

Fundeamos a noite, fizemos uma bela refeição a bordo e ficamos esperando o dia clarear para podermos desembarcar na ilha. Assim que o Sol nasceu, toda e tripulação encontrava-se no convés ansiosa para pissar em terra firme. Desembarcada a tripulação, chegou a hora de  alocarmos as bicicletas no bote e nos prepararmos para pedalar. Fomos recebidos pelos golfinhos rotatores logo na entrada do porto, mais um espetáculo desse lugar maravilhoso.

Como sempre fazemos, assim que chegamos de uma travessia, fizemos uma breve pedalada para esquentarmos nossos músculos e preparamos nosso corpo para uma nova atividade. Escolhemos a Praia do Cachorro, famosa pelo seu forró e onde encontramos a única bica de água doce da ilha. Abastecemos o veleiro de água e tomamos um merecido banho de água doce

Pedalando em Noronha

Todos os dias que ficamos com o veleiro Mistralis fundeados na ilha, seguimos sempre a mesma rotina: desembarcar na praia ou no pier, parada estratégica para água de coco e uma subidinha até a administração da ilha, onde deixamos nossas bicicletas em segurança.

Em toda a extensão da menor BR do Brasil a BR 363, encontramos uma via paralela feita para pedestres e ciclistas, que encontra-se muito bem preservada. Mas caso você queira pedalar mais rápido, não tenha medo de pedalar na BR, pois a maioria dos motoristas irá te respeitar.

Pedalar em Noronha é indescritível, a beleza da ilha, as cores que se fundem no horizonte, as praias com água quente, locais desertos e tranquilos, onde a paz impera e podemos relaxar ao som das ondas batendo na praia, do vento refrescando nosso rosto e de quentes banhos de mar. Um local mágico, de águas transparentes, que oferece ótimas trilhas, boas pedaladas e muita adrenalina e aventura para os mais esportistas.

A infraestrutura da ilha é ótima. Mas se você precisar de alguma coisa diferente, acessórios para a bicicleta, traga do continente. Pois na ilha só encontramos produtos voltados para as necessidades básicas e para o turismo. Os preços são honestos, lembrem-se que as mercadorias vem do mar por mais de 2 dias de navegação e que parte do lixo tem que retornar para o continente.

Agora vamos voltar as pedaladas e as ótimas trilhas que a ilha oferece.

Trilha do Capim-Açu

Nosso amigo Olivier veio com seu boté a bordo, onde tomamos um belo café da manhã, abastecemos nossas caramanholas com água, nossos bolsos com frutas e barras de cereais e fomos para nosso primeiro e, quem diria, maior desafio de bicicleta pela ilha.

Inicíamos nossa pedalada no porto e seguimos entre os ingremes aclives e declives de Noronha até o aeroporto, sempre no conforto da BR. Depois nos despedimos do asfalto e continuamos por uma confortável estrada de terra até a Baía do Sancho, que oferece uma linda praia, mas esse passeio ficaria para outro dia.

Após pedalarmos cerca de 1,5K pela estrada de terra, chegamos a uma curva muito acentuada com uma bifurcação. O início da nossa maior aventura de bicicleta em Noronha: a trilha do Capim Açu.

Logo no começo a trilha mostra suas caras e percebemos que teríamos uma forte e desafiadora pedalada pela frente. Na verdade, estávamos pedalando no que um dia foi uma trilha, pois atualmente o caminho encontra-se tão fechado que nossas bicicletas mais parecem tratores a abrir caminho no meio do mato.

O começo da trilha é uma leve, quase insignificante subida, mas que fica muito difícil pelos obstáculos que os pneus encontram no caminho. A vegetação parece não querer nos deixar passar, agarrando de todas as formas nossas bicicletas. Colocamos uma marcha intermediária, agora parece que estamos subindo uma dura montanha, mas a verdade é que a vegetação fica aida mais apertada e dificulta nossa pedala. Em alguns momentos, precisamos parar para nos desvencilhar do matagal, mas nem é preciso colocar os pés no chão. Basta nos agarrarmos pela lateral e nos puxarmos pelas árvores.

Com a vegetação quase impossibilitando nossa pedalada, tínhamos duas opções: desmontarmos e seguirmos a pé, ou lutarmos e seguirmos o máximo possível pedalando.

Abaixamos ainda mais as marchas,  pedalamos mais forte e passamos com tudo que podíamos pela vegetação. Depois de alguns tombos, muitos arranhões e muitas risadas, percebo que meu pneu estava furado, nenhuma novidade depois de enfrentarmos os espinhos do caminho.

Para nossa infelicidade, quando vou procurar pela bombinha no quadro, percebo que a mesma deve ter caído presa em algum galho. Sigo o caminho empurrando a bicicleta e alguns metros depois resolvemos parar e descansarmos um pouco. Escondemos nossas bicicletas no mato e seguimos a pé. O que já era difícil de bicicleta, ficou ainda mais cansativo a pé. O Sol e o calor já estavam castigando bastante, mas teríamos que nos superar e seguirmos, pois sabíamos que estávamos perto de nosso objetivo. Passamos embaixo de algumas árvores caídas, nos perdemos e voltamos a nos achar, até que encontramos uma placa, mais perdida do que nós três, que indicava o caminho para o Mirante do Capim Açu e o Mirante do Farol.

Agora compreendemos o motivo do nome dessa trilha. Nos afundamos no meio do capim açu, um capim que se não tomarmos muito cuidado corta mais que navalha. Seguimos com cuidado até um despenhadeiro e onde conseguimos vislumbrar um cenário que pouquíssimas pessoas já viram.

O cenário é lindo, sentimos a força dos ventos em nossos rostos, nos vislumbramos com a Natureza pura e curtimos aquele momento somente nosso de superação dos desafios, amizade e paz. Depois voltamos até a placa e pegamos o outro caminho.

Seguimos com nossa aventura e fomos em busca do Mirante do Farol, dessa vez uma trilha fácil, nosso único obstáculo eram os pedregulhos soltas que encontramos no caminho.

O farol encontra-se abandonado, uma tristeza para nós que dependemos dele em nossas navegação. Poucos metros a frente mais um lindo cenário, dessa vez o que chamam de “mar de dentro”, onde nossos veleiros encontram-se fundeados. Lá avistamos a Baía dos Golfinhos e a imensidão do Oceano Atlântico, a beleza das gaivotas que fazem seus ninhos nas árvores que crescem nos penhascos.

Voltamos pelo mesmo caminho, só que dessa vez tive que empurrar a bicicleta quase todo o caminho, sempre procurando a bombinha, mas nada. Surge então Olivier com o pneu da Karen, fazemos a troca e seguimos. Depois de mais uma aventura, conseguimos resolver meu problema. Seguimos, novamente os três pedalando, pela tranquilidade do asfalto.

Eu e Olivier resolvemos aproveitar a adrenalina que e escolhemos uma trilha secreta que nos leva até a Praia do Cachorro. Lá a Karen já estava nos esperando com um suculento coco.

Depois de nos refrescarmos no mar e tomarmos um bom banho de água doce, seguimos pedalando para curtirmos o por do Sol no Forte dos Remédios.

Assim termina nossa maior aventura em Noronha.

Baía do Sueste – Praia do Boldró – Praia da Conceição -

Os outros dias que ficamos na ilha fizemos pedaladas mais fáceis, mas sempre que podíamos entrávamos na nossa trilha secreta, que vai do Pico de Noronha até a Vila dos Remédios, principal centro da ilha.

Essa trilha também encontra-se abandonada e percebemos que há muitos anos não passa ninguém por lá.

A vegetação já tomou conta do lugar, grandes pedras soltas encontram-se escondidas no caminho, muitas árvores caídas e o que mais nos surpreendeu foi termos encontrado um lamaçal na trilha, isso que não chovia há algumas semanas.

Vimos o por do sol do Forte dos Remédios, curtimos a água quente das praias, tomamos banho no Buraco do Galego, uma piscina natural com 2,5 metros de profundidade na Praia do Cachorro, visitamos o Museu dos Tubarões, conhecemos o espaço cultural Air France, subimos no pódio para recebermos nossas medalhas de terceiro lugar da Regata Recife Noronha.

Afinal de contas saímos do Rio para participarmos dessa regata e curtirmos as velejadas sempre que possível intercaladas de pedaladas. Surge daí o nome de mais uma de nossas aventuras e expedições pelo litoral, a Expedição Mistralis - Velejando e Pedalando. Desde o Rio de Janeiro já percorremos milhares de milhas e realizamos dezenas de pequenas travessias, nas quais levamos pessoas inexperientes que queiram curtir uma velejada e os mais esportistas que gostam de pedalar e se aventurarem em busca de novos lugares e novos desafios.

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