1. APRESENTAÇÃO
O maior
problema que enfrentamos é o aquecimento global, um fato sentido
por todos nós e que deixou em alerta os cientistas mundiais para
a possibilidade de um ponto sem retorno. Não se discute mais se
a temperatura global está aumentando, isso é um fato
incontestável, agora a questão é saber quais são as causas desse
aquecimento e as medidas preventivas para melhorar o futuro da
humanidade diante das conseqüências desatrosas que se aproximam.

É
preciso agir rápido para evitarmos o abrupto degelo das calotas
polares o que acarreta o aumento do nível dos mares e pode vir a
provocar o alagamento das principais cidades litorâneas, onde
ficam concentrados os centros urbanos. mudanças de correntes
marítimas, além de inúmeros outros fatores que os cientistas
preveêm.
Sabendo disso a Mistralis, uma empresa de treinamentos ao ar
livre e que preza pela preservação do meio ambiente marinho,
terá por meta nessa Expedição mostrar através de vídeos e fotos
os efeitos do aquecimento global nas seguintes regiões: Polo
Norte, norte da Europa, Alasca, sul da América do Sul e fiordes
chilenos.

As
geleiras, consideradas o termômetro das oscilações climáticas do
planeta, diminuiram de forma dramática nos últimos 50 anos.
Segundo ONU, Organização das Nações Unidas, apenas na Antártica
a temperatura subiu 2,5° C e, todos os anos, a região perde até
12 mil quilômetros quadrados de gelo. O degelo do manto de gelo
marítimo não faz o nível dos oceanos subirem, mas acelera o
aquecimento climático. A explicação é muito simples. Por sua
brancura, o gelo reflete os raios do sol. Em sua ausência, a
água do mar poderá se aquecer, acelerando o degelo.
Desde os
anos 60, quando se começou a monitorar o clima por satélite, foi
possível registrar uma redução de 10% da camada de gelo que
cobre a Terra. Os reflexos disso são notados em vários cantos do
planeta. Os picos de temperaturas estão mais cruéis, seja nos
recordes gélicos no inverno, ou nas explosões de calor,
cada vez mais freqüentes.
O verão
europeu de 2003 registrou temperaturas recordes e matou milhares
de pessoas. Segundo dados da Organização Mundial de Saude (OMS),
20 mil pessoas morreram vítimas de onda de calor, e desde
2000 o aquecimento da terra provocou a morte de outras 150 mil
pessoas.

Como conseqüência desse
desiquilíbrio, a vida animal também
está seriamente comprometida e não encontrará
escapatória. Pesquisas da WWF, Fundo Mundial para a Natureza,
indicam que países como Canadá, Rússia e Escandinávia podem
perder mais de dois terços de seus habitats naturais até 2100.
Uma outra conseqüência apontada pelo WWF é a ameaça à população
de 22 mil ursos polares, já que com o fim do chamado "gelo
eterno" desapareceria também o seu habitat natural.
A
Equipe Mistralis irá demonstrar, através da navegação por
lugares inóspitos antes destinados apenas a navios quebra-gelo,
que o homem vem destruindo a natureza, mais rápido do que ela
consegue se renovar. Dessa forma, a Equipe, pretende
sensibilizar através de imagens e vídeos a nova realidade dessas
áreas tão importantes para a manutenção da vida na Terra.
É preciso fazer alguma coisa para salvar a vida na
Terra antes que seja tarde demais. Os estragos são evidentes, as
geleiras continuam a degelar em um ritmo cada vez mais acelerado
prejudicando a vida de diversos seres vivos, inclusive a do
homem. A Equipe Mistralis irá arriscar suas vidas em uma
expedição sem precedentes para mostrar à humanidade o que está
acontecendo com o mundo em que vivemos e caso a Equipe seja bem
sucedida e chegue ao Polo Norte isso será um feito histórico
nunca antes realizado por nenhum outro velejador. Tal fato
demonstrará o nível de destruição em que se encontra o planeta
Terra.
2. JUSTIFICATIVA DA EXPEDIÇÃO
A questão do aquecimento global tem sido manchete em
todos os jornais por ser um dos
maiores problemas que a Terra enfrenta atualmente.
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Um dos maiores fatores que contribui
para o aquecimento global é a emissão de CO² na atmosfera da
Terra através, principalmente, de queimadas, indústrias, carros,
enfim, na queima de combustíveis fósseis.
Na tentativa de diminuir as
conseqüências da emissão do sobredito gás, grandes
empresas têm investido pesado em busca de novas tecnologias,
tais como carros movidos a energia solar ou a hidrogênio, busca
de fontes alternativas de energia elétrica, como a energia
eólica, a solar e a geotérmica.
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Segundo
a ONU enquanto as concentrações de CO² sobem, também se eleva a
temperatura da Terra. Entre 1975 e 1999, a temperatura média
aumentou de 13,94 graus centígrados, para 14,35 graus, ou um
aumento de 0,41 graus em 24 anos. Ainda mais perturbador, o
próprio degelo poderá acelerar o aumento da temperatura. Á
medida que as massas de neve e gelo encolhem, menos luz solar é
refletida de volta ao espaço. Com maior luz solar sendo
absorvida pelas superfícies menos refletoras, a temperatura
aumenta ainda mais rapidamente e o degelo acelera
O mar
gelado no Pólo Norte pode simplesmente desaparecer no final
deste século e, para já, os cientistas comprovam que a massa de
gelo já regrediu entre 15 a 20 por cento nos últimos 30 anos.
Observações via-satélite do Pólo Norte permitiram estabelecer um
degelo do Ártico entre 8% e 10% durante o verão nos últimos 30
anos. Observações feitas por submarinos norte-americanos, no
final da década passada, sugerem uma redução de até 40% na
espessura das geleiras no mesmo período.
Se o
derretimento do Oceano Ártico continuar nesse ritmo, em algumas
décadas suas geleiras desaparecerão durante o verão, provocando
graves desordens climáticas e ambientais, incluindo uma
dramática elevação do nível do mar, o provável desaparecimento
de milhares de espécies, entre elas o urso polar.

O
aumento do nível dos mares irá ameaçar pessoas afetando
diretamente a agricultura, a pecuária e a pesca, já que as
correntes marítimas irão mudar, além de destruir os lares de
milhões de pessoas que moram nas regiões costeiras, os
principais centros econômicos do planeta. O considerável
aquecimento do Ártico irá afetar milhões de pessoas e, em 2100,
poderá causar a extinção dos ursos polares, entre outras
espécies.
Para se ter uma idéia do que a devastação vem causando, caso
qualquer explorador se dirigisse ao Pólo Norte no verão de 2006,
teria que nadar os últimos quilômetros. A descoberta de mar
aberto no Pólo por um navio quebra-gelo de cruzeiro em meados de
agosto, surpreendeu muitos na comunidade científica.
Dados como esse, aliados às fotos de satélite indicam uma
grande possibilidade de que a Expedição tenha sucesso e consiga
se aproximar quase completamente do Pólo Norte geográfico.
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A área em vermelho da foto acima representa uma área de gelo
espessa, as áreas mais claras representam pouca concentração de
gelo e revelam a fissura de Svalbard até o Polo Norte
A
Expedição pretende tornar ainda
mais evidente que o acelerado ritmo de degelo Ártico está
permitindo a navegação a lugares onde eram repletos de uma
espessa manta de gelo.
Uma vez concluída a etapa Pólo Norte, a Expedição irá
contorná-lo, passar pelo Mar de
Barents na Noruega e seguir em direção à Rússia, passar pelo Mar
de Beaufort no Alasca e seguir navegando até Prudhoe Bay uma
cidade do Alasca com apenas 5 habitantes conforme o senso de
2000, último porto até a Expedição se aventurar, mais uma vez,
em busca do desconhecido, visto que não existem dados que
comprovem exatamente como estam os fiordes do local, por ser uma
área remota, extremamente fria e desabitada. Apenas explorada
para a retirada de petróleo.
Dessa
forma, iremos nos aproximar o máximo possível da Groenlândia,
região onde nos últimos anos o degelo
triplicou, causando perdas anuais de aproximadamente
240 quilômetros
cúbicos de gelo, o que provocou
um aumento global do nível do mar de
0,6 mm.
A maior
de todas as justificativas da Expedição é de alertar as pessoas
sobre a necessidade iminente de lutar pela preservação do
meio ambiente com a diminuição da emissão de CO² para a
atmosfera terrestre, uma vez que, caso isso não aconteça, o
mundo irá enfrentar catástrofes de
proporções inimagináveis.
3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
·
Mostrar, através de fotos e imagens, a destruição que o homem
tem provocado em todos os lugares pelos quais a Equipe Mistralis
passar, a fim de sensibilizar as pessoas sobre a importância que
cada indivíduo tem na
preservação do meio ambiente.
·
Ir em busca do desconhecido, de lugares aonde o homem nunca
esteve a bordo de um veleiro, lugares esses que somente eram
acessíveis a bordo de navios quebra-gelo e que devido ao
acentuado aquecimento global agora são navegáveis até mesmo por
veleiros.
·
Demonstrar a responsabilidade que cada indivíduo tem para com
a preservação do meio ambiente.
·
Registrar, através de fotos, vídeos e relatórios a realidade
da Equipe Mistralis.
·
Fazer um livro ilustrativo sobre a Expedição.
·
Produzir documentários sobre todos os locais por onde a
Equipe Mistralis passar.
4. ROTEIRO
Rota do Atlântico - Pólo Norte
A ida em busca do desconhecido
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Rio de Janeiro – Abrolhos –
Salvador – Recife – Fernando de Noronha - Dakar –
Canarias – Lisboa – Londres – Amsterdã – Stavanger
(Noruega) –
Orsta - Bodo
–
Tromso
–
Longyearben (Svalbard) – proximidades do Polo Norte
Total - 6598
Rota
Polar-Ártica
A rota do frio e das grandes
tempestades
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Polo Norte - Varandey Beach (Russia)
–
Kosa Vostochnaya –
Polo Norte Magnético - Ostrov Malvy Taymyr –Tiksi – Pevek – Koljucinskaja Guba
-
Point Hope –
Barrow – Prudhoe Bay -
Paulatuk - Groenlândia
Total – 4840 nm
OBS1: de Prudhoe Bay até as proximidades da Groenlândia o
trajeto será praticamente impossível, não existem dados
concretos sobre a possibilidade dessa travessia, contudo como um
dos nossos objetivos é mostrar que aonde existia gelo agora não
existe mais, iremos nos aventurar a ir até onde for possível.
Rota do Pacífico e Cabo Horn
As grandes travessias e o desafio do
Horn

Prudhoe Bay - Port Hope
–
Port Clarence -
Golovin
–
Mekoriuk
–Akun
–
Los Angeles
-
Galapagos (Arquipélago de Cólon)
–
Lima
–Santiago
–
Golfo de Peñas (Canais Chilenos)
–
Estreito de Magalhães –
Rio de Janeiro
Total 12.250 nm
OBS1: a duração em cada porto pode ser estendida devido a
condições climáticas, manutenção preventiva e no caso de doença
em algum tripulante.
Navegação estimada da expedição: 23.688 milhas náuticas. O
Mistralis faz uma média de 7,5 nós, contudo para termos uma
margem de segurança em nossa singradura iremos baixar essa média
para 5 nós, desta forma a média diária de navegação será de 120
milhas. Estimando uma média de 5 dias em cada porto (185 dias) e
contando com a navegação (197 dias) temos um total aproximado
de 382 dias de expedição.